| Título | Violência Obstétrica: Experiências das Puérperas, Inscritas no Centro de Saúde de Bela Vista, durante o Trabalho de Parto e Parto |
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| Palavras-chave | Violência obstétrica Experiências no parto Mulheres Trabalho de parto Gravidez Puérperas |
| Data | 2021 |
| Resumo | A Violência Obstétrica é todo o tipo de violência contra as gestantes praticada por profissionais e/ou instituições de saúde, bem como procedimentos realizados nas mulheres sem informa-la e/ou o seu consentimento. Este é um problema de Saúde Pública que embora não seja frequentemente relatada, é uma realidade quer no pré-natal, quer durante o parto e o pós-parto em diversas situações e de forma diferente. A preocupação surge muitas vezes porque as mulheres não têm literacia suficiente sobre o tema que lhes permita identificar estas situações. Seguindo estes pressupostos, elaborou-se o presente trabalho que tem como objetivo conhecer as experiências das puérperas, inscritas no Centro de Saúde da Bela Vista, durante o trabalho de parto e parto. Para alcançar o objetivo preconizado, utilizou-se como abordagem metodológica, a metodologia quantitativa de cariz descritivo e abordagem exploratória e tem como instrumento de recolha de dados o questionário, com perguntas fechadas, de múltipla escolha e a Escala de Likert, que foi aplicado a 109 puérperas maiores de 20 anos, inscritas no Centro de Saúde de Bela Vista entre os meses de agosto de 2020 e fevereiro de 2021. Da análise realizada houve várias situações vivenciadas que permitiram constatar que algumas participantes tiveram uma experiência negativa durante o trabalho de parto e parto. As situações mais relatadas formam: (29%) (84) das participantes afirmaram que foi utilizado ocitocina para indução de parto e as enfermeiras mandaram-nas parar de gritar. Todas as participantes do estudo (30%) (109) afirmaram que os enfermeiros imporão a posição para parir. Ainda para reforçar esta experiência negativa, um dado considerado muito importante é a avaliação negativa que as parturientes fizeram dos enfermeiros, (23%) (25) das inquiridas avaliaram a assistência do enfermeiro como sendo péssimo, (33%) (36) como má, em termos de atendimento (23%) (25) avaliaram como péssimo, (34%) (37) como mau, no que tange a humildade (23%) (25) avaliaram como péssimo e (34%) (37) como má. Estes resultados revelam a importância de disseminar mais conhecimentos para as gestantes, de modo a capacitá-las a tornarem-se protagonistas no trabalho de parto e terem presente os seus direitos, a fim de usufruírem de um parto livre de intercorrências desnecessárias e de violência e, por outro lado, de consciencializar as entidades e os profissionais de saúde, quanto a esta problemática. |
| Tipo | Monografia Licenciatura - Monografia |
| URL | https://drive.google.com/file/d/1OoVZ9jiXDYWZoUHuzu6EB5fJVt3qiQuo/view?usp=sharing |
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